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Lewis Hamilton foi para a corrida em Interlagos com um recorde pouco invejável – nove participações e zero vitórias no circuito brasileiro. Mas ao longo das três horas de corrida o britânico acabou por escrever mais uma página no livro dos recordes.

– No 44º Grande Prémio do Brasil, foi o piloto do carro número 44 – Lewis Hamilton – que chegou à vitória, com o campeão do mundo a ganhar pela primeira vez à décima tentativa neste país.

– Interlagos é a 24ª pista em que Hamilton triunfou na Fórmula 1, o que é mais do que qualquer outro piloto na história. O único circuito em que Hamilton ainda não venceu é Baku, que se estreou este ano no calendário.

– Com a sua 52ª vitória da carreira, Hamilton também passou a ser o segundo piloto na lista dos mais vitoriosos na Fórmula 1, afastando-se assim de Alain Prost (51). Apenas Michael Schumacher (91) venceu por mais vezes na Fórmula 1.

– Hamilton venceu três corridas de forma consecutiva e tem nove vitórias esta época – exatamente o mesmo número que o seu colega de equipa e atual líder do campeonato, Nico Rosberg.

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– O segundo lugar de Rosberg deu à Mercedes a terceira dobradinha consecutiva no Brasil, ainda que esta corrida tenho demorado quase mais tempo do que as outras duas juntas! Sem surpresa, esta foi a corrida mais longa de sempre no Brasil, com 3h 1m 1.335s.

– Rosberg está agora 12 pontos à frente de Hamilton, o que significa que basta terminar no pódio em Abu Dhabi para ser campeão, independentemente do resultado do seu colega de equipa.

– Depois de uma paragem nas boxes tardia, Max Verstappen conquistou 11 posições em 18 voltas, passando de 14º para 3º para confirmar o seu sétimo pódio da temporada. O holandês está agora a apenas um da contagem de Daniel Ricciardo.

– Verstappen reivindicou também o prémio de piloto do dia pela oitava vez em 2016 – mais seis do que qualquer outro piloto.

– O holandês tornou-se também no mais jovem de sempre a fazer a volta mais rápida da corrida.

– Entretanto, o ex-colega de equipa de Verstappen, Carlos Sainz, igualou o seu melhor resultado de sempre na Fórmula 1, ao terminar em sexto. O espanhol terminou nessa posição por três vezes este ano, duas delas nas últimas quatro corridas.

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– Felipe Nasr registou os seus – e da Sauber – primeiros pontos na Fórmula 1 desde o Grande Prémio dos Estados Unidos de 2015, há 24 corridas. Os dois pontos que o brasileiro somou por terminar em nono fazem com que a equipa suíça ultrapasse a Manor e chegue à 10ª posição na classificação dos construtores.

– Por falar na classificação dos construtores, a Force India aumentou a sua vantagem para a Williams ao terminar com ambos os pilotos nos pontos. Para a Williams, foi a terceira corrida em que não conseguiram colocar um dos carros nos dez primeiros em 2016.

– Fernando Alonso – cuja equipa está em sexto, atrás da Williams, no mundial de construtores – terminou nos pontos pela quarta vez nas últimas seis corridas. O espanhol chegou por oito vezes aos pontos esta época, mais uma que o seu colega de equipa Jenson Button.

– Foi também neste fim de semana que a McLaren se tornou na segunda equipa na história da Fórmula 1, depois da Ferrari, a chegar às 800 corridas.

– Depois de começar a época com cinco pódios consecutivos, a Ferrari está fora do pódio há seis corridas consecutivas. O abandono de Kimi Raikkonen foi o seu primeiro em Interlagos desde a sua época de estreia em 2001 – não foi a melhor forma de celebrar a sua 250ª corrida na Fórmula 1.

– De forma similar, na sua última corrida no Brasil, Felipe Massa registou o seu primeiro abandono em solo pátrio desde a sua primeira corrida no país em 2002.

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– Pela segunda vez este ano, Romain Grosjean não esteve à partida de um Grande Prémio, depois de sair de pista quando se dirigia para a grelha de partida. Foi a quinta vez que um piloto não esteve à partida de uma corrida em 2016, depois de Kvyat na Austrália, Palmer e Vettel no Bahrain e o próprio Grosjean em Singapura.

– Segue-se Abu Dhabi, com Yas Marina a ser pela terceira vez o cenário de uma decisão do título. Vettel (2010) e Hamilton (2014) foram os vitoriosos nas últimas ocasiões – irá Rosberg juntar-se a essa estatística?

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