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Os arranques não têm sido o ponto forte de Lewis Hamilton em 2016, mas com uma distância de quase 900 metros entre a linha de partida e a primeira curva, o campeão do mundo em título sabe que não pode voltar a falhar se quiser converter a pole position em vitória.

P: Lewis, as variações de temperatura na pista no decorrer das sessões tiveram um impacto nos tempos?

LH: Sim, a pista mudou definitivamente desde a manhã, onde estava bastante fria, até à tarde, com condições de muito calor. Por isso foi preciso adaptar a volta do terceiro treino livre para a qualificação.

P: Parecia que estavas com dificuldades em conseguir converter os três setores numa volta rápida, porquê?

LH: Basicamente por causa dos pneus. É muito difícil colocá-los à temperatura ideal em cada sessão.
Há um período de funcionamento para estes pneus e como não há muita força vertical no carro, ainda que tenhamos máximo downforce, porque estamos a uma elevada altitude, é muito difícil colocar temperatura nos pneus.

P: Ganhaste confiança depois do arranque na semana passada em Austin?

LH: Sim. No passado fim de semana senti-me muito mais confiante com todo o procedimento. Quem me dera que tivesse sido assim desde o início do ano! Pelo menos estamos a chegar lá agora. Mas não tenho ilusões aqui: vai ser um longo caminho até à curva 1! Por isso é ainda mais importante conseguir um super arranque.

P: Mudaste alguma coisa para forçar esse processo?

LH: É um processo de trabalho contínuo. Nós melhoramos e ainda há coisas em que estamos a trabalhar até ao final do ano.

P: Esta é a tua décima pole position do ano. Estás satisfeito com esse número?

LH: Sim. A qualificação não está a correr muito mal! (risos) 10 é na verdade um bom número! Também acaba por ser estranho como em cada ano os teus pontos fortes e menos fortes mudam. Isso é o que faz o desporto ser tão bom: é sempre preciso trabalhar em alguma coisa!

P: Ficaste surpreendido com o Nico ter recuperado até segundo depois de uma manhã difícil?

LH: Para ser honesto, não me estava a concentrar no Nico. Estava focado no meu próprio ritmo. Ele tem o mesmo setup que eu, portanto sabia que a certa altura ele ia voltar à frente – porque estes tempos por volta mostram o que o carro consegue fazer.

P: É uma longa distância até à curva 1, como acabaste de dizer. Quem está em segundo tem vantagem por causa da aspiração?

LH: Não , porque a aspiração é mínima aqui. No ano passado eu estava mesmo atrás dele e não fez qualquer diferença. O efeito da aspiração é muito pequeno comparado com outros circuitos. Mas ainda lá está e eu tenho de impedir que aconteça!

P: A Red Bull volta a estar muito forte e está numa estratégia diferente…

LH: Acho que podem ter uma vantagem de alguns metros até à curva 1 – portanto temos de os tentar manter atrás.

P: Parece ser difícil ultrapassar aqui. Portanto quem sair na frente da primeira curva tem vantagem. Concordas?

LH: Sim, ultrapassar é complicado aqui, por isso o posicionamento é muito importante. Para estar atrás e ultrapassar é preciso ser seis décimos de segundo mais rápido por volta, acho eu. Isso é difícil de conseguir. E acredito que vou fazer de tudo para não ter de passar por essa situação.

P: A posição do Nico é crucial para ti e para a tentativa de ganhar o campeonato?

LH: Não. Estou focado na corrida e em nada mais. Enquanto estiver na frente é o que interessa para mim.

P: Tu e o Nico estão com o mesmo setup. É uma coincidência?

LH: Nós costumamos começar o fim de semana da mesma forma e depois vamos mudando coisas e mudamos para o setup que nos parece a melhor opção. Acho que temos um setup muito bom e esperemos que seja uma corrida espetacular para os fãs .

 

 

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