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Kevin Magnussen experimentou, na primeira sessão de treinos livres para o Grande Prémio do México, o dispositivo de proteção do habitáculo concebido pela FIA.

O dinamarquês sentiu que a visibilidade foi pior do que o expectável e considerou o procedimento de saída do monolugar mais difícil do que o habitual.

“Não sou um grande fã, é estranho”, disse Magnussen.

“É como um chapéu puxado para baixo, onde conseguimos ver por onde estamos a andar mas não conseguimos ver mais nada. Não gosto.”

“A visibilidade não é tão boa como eu esperava, por isso acho que nas pistas onde há elevação vai ser um problema.”

“Há talvez outras coisas que precisamos de ter em conta antes de algo como o halo, habitáculo fechado ou qualquer outra coisa”, acrescentou Magnussen.

“O que temos feito com o Safety Car vitual quando há camiões na pista tem sido muito bom. E, de qualquer das formas, o acidente do Jules não teria sido diferente se ele tivesse um Halo.

“Mas na Fórmula 1 há outras coisas que precisam de mudar.

“Eu teria preferido ter gravilha em Spa, em vez de escapatórias em asfalto.”

O piloto da Manor Pascal Wehrlein também experimentou o Halo nos treinos livres, tendo mesmo saído de pista com o dispositivo instalado.

“O meu sentimento é que é realmente estranho. Quando se está a usar pela primeira vez, parece algo de anormal – parece sempre que está alguma coisa à tua frente que não devia estar lá”, explicou.

“Saí de pista na segunda curva enquanto rodava devagar e, não sei como, não estava a prestar atenção. Talvez ainda estivesse a dormir. Acordei às seis da manhã, talvez tenha sido um pouco cedo demais”.

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