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Mark Webber vai pendurar definitivamente o capacete no final de 2016, depois das três temporadas que completou no Mundial de Resistência (WEC) com a Porsche. Aos 40 anos, o australiano vai continuar ligado à marca de Estugarda representando-a em eventos internacionais além de ser consultor desportivo, incluindo trabalho na pesquisa de novos talentos e no treino de pilotos.

Na hora de anunciar a retirada, Webber admite que não vai ser fácil ficar de fora: “Vou sentir falta da velocidade e da competição, mas quero terminar em alta e estou muito entusiasmado com as minhas novas tarefas”, refere.

O australiano chegou ao WEC em 2014 depois de 12 épocas na Fórmula 1, mudança que diz ter feito “na altura certa. Vi que gostava de partilhar um carro e a química entre mim, o Timo Bernhard e o Brendon Hartley é especial e algo que vou sempre recordar”. Webber admite ainda que “vai ser estranho subir para o carro pela última vez no Bahrein, mas por agora vou desfrutar de cada momento das corridas restantes”.

Carreira com mais de duas décadas
A carreira de Mark Webber já leva mais de duas décadas, tendo começado em 1994 na Fórmula Ford Australiana. Chegou à Europa dois anos depois (1996) através da Fórmula Ford Europeia (terceiro lugar) e Fórmula Ford Britânica (vice-campeão). 1997 foi o ano de chegada à Fórmula 3 Britânica e da participação no GP de Macau de F3 em que foi quarto.

Em 1998 o australiano participou pela primeira vez 24 Horas de Le Mans, repetindo a prova no ano seguinte, em que protagonizou um forte acidente com o seu Mercedes a levantar voo, felizmente, sem consequências muito graves. O piloto nascido em Nova Gales do Sul chegou à F1 em 2000 para a primeira de duas épocas como piloto de testes, função que acumulou com duas temporadas completas na Fórmula 3000 Internacional (foi vice-campeão em 2001).

A Minardi deu-lhe a chance de ser piloto titular na F1 em 2002, começando com um quinto lugar no GP da Austrália. Depois de representar também a Jaguar e a Williams, Webber chegou à Red Bull em 2007, onde alcançou os seus nove triunfos na categoria-rainha e os melhores resultados em Mundiais (três vezes terceiro classificado). Terminada a carreira na F1 rumou ao WEC em 2014 para três épocas com a Porsche, sagrando-se campeão em 2015, o mesmo ano em que alcançou o seu melhor resultado nas 24 Horas de Le Mans (segundo lugar).

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