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Esteban Ocon e Pascal Wehrlein tiveram um incidente no GP de Abu Dhabi que pode ter custado um resultado melhor à dupla da Manor em Yas Marina, quando o francês tentava ultrapassar o alemão. Os dois acusaram-se mutuamente depois da corrida, mas ambos realçam o nível da equipa na última ronda do Mundial de Fórmula 1.

Sobre o acidente, Ocon explica que estava com “uma estratégia diferente e tinha melhor ritmo. Ultrapassei por fora mas ele não me deixou espaço, por isso colidimos e eu tive que sair de pista. Em todas as ultrapassagens que fiz alguém me tocou. O Kevin Magnussen bateu-me no arranque, depois foi o Felipe Nasr, eu estava por fora dele e ele virou na minha direcção. E o Pascal fez o mesmo, não me deixou espaço”.

Já Wehrlein garante que não cometeu qualquer erro: “Não lhe deixei espaço por fora? Se ele olhasse para o lado direito sobravam-lhe mais de 100 metros. Acho que por dentro talvez não existisse espaço suficiente, mas se ele estava por fora e não tinha espaço, então não sei. Não aconteceu nada, por isso acabámos por alargar a trajectória e cortar a chicane”, afirma, citado pela publicação britânica Autosport.

Sobre a prestação da Manor, Ocon observa que “terminámos com os dois monolugares em boas posições, terminando a época em bom plano. Não foi suficiente para recuperar do Brasil, mas acho que podemos dizer que fizemos o melhor possível nas duas últimas semanas, pelo que estou satisfeito”.

Wehrlein, por seu turno, fala num “óptimo fim-de-semana em termos de performance, porque normalmente não deveríamos estar à frente da Sauber. Conseguimos uma boa afinação que resultou e fiquei muito satisfeito por entrar na Q2. Não estava à espera, e o ritmo em corrida foi inacreditável”.

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