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Sebastian Ogier manteve-se firmemente na liderança no Rali da Córsega depois de uma abordagem cautelosa na segunda etapa.

Depois de ter ganho todas as quatro especiais da primeira etapa, Ogier entrou no dia de Sábado sem precisar de arriscar, acabando por ganhar duas das quatro especiais que constituíam a segunda etapa.

Com a chuva a marcar presença nas segundas passagens, Ogier optou por um ritmo mais cauteloso, tendo perdido algum tempo para Thierry Neuville na última especial.

Tendo apenas dois pneus macios para piso molhado disponíveis, Ogier misturou-os com dois compostos duros de modo a proporcionar mais aderência nas estradas molhadas da Córsega.

“Com estas condições complicadas só queria terminar o dia”, explicou. “Foi como um passeio para nós. Cruzar os pneus significa sobreviragem de um lado do carro e subviragem do outro, mas pelo menos tínhamos alguma tração e desempenho dos travões no molhado.”

Thierry Neuville foi segundo e recuperou algum tempo a Ogier ao vencer a última especial do dia. O belga melhorou o controlo do carro ao modificar o diferencial na assistência e distanciou-se de Mikkelsen na luta pela segunda posição.

A meio do dia, o norueguês estava a apenas 5,4 segundos, mas a diferença aumentou para 21,5. Mikkelsen admite ter sobreaquecido os pneus, perdendo assim aderência na penúltima especial.

Problemas de travões durante todo o dia frustraram Jari-Matti Latvala, que não resistiu ao ritmo de Mikkelsen e se quedou pela terceira posição no final da etapa, com pouco mais de 20 segundos de vantagam sobre Craig Breen, que está a sobressair naquele que é seu primeiro rali de asfalto no WRC.

Hayden Paddon conservou o sexto lugar, mas o neozelandês mostrou-se muito insatisfeito com a sua condução. O seu colega de equipa Dani Sordo recuperou até sétimo depois do furo de ontem. Segue-se um trio Ford, com Eric Camilli, Mads Ostberg, e o líder do WRC2 Elfyn Evans a completaram os dez primeiros.

Kris Meeke interrompeu, na primeira especial, a senda vitoriosa de Ogier, mas o seu dia terminou cedo, já que o britânico não conseguiu evitar uma árvore no primeiro quilómetro na segunda especial.

O último dia de competição apresenta apenas duas especiais, mas a primeira delas é a mais longa do rali, com 53,78 quilómetros. O rali termina com a Power Stage, que como sempre oferece pontos aos três pilotos mais rápidos.

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