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Diretor da Peugeot Sport, Bruno Famin, acredita que o Campeonato do Mundo de Endurance deve apostar numa alternativa mais barata para a classe LMP1. Famin argumenta que os organizadores do WEC precisam de considerar formas alternativas para promover a eficiência que não envolvem sistemas híbridos. Uma das sugestões é a redução do peso mínimo, que atualmente é de 875 kg, como um dos meios para alcançar este objectivo.

“O WEC não é sustentável, mesmo se o espírito das regras é bom. Há três grandes fabricantes [entrevista realizada antes do anúncio do abandono da Audi] que querem mostrar a sua inovação e a tecnologia que eles desenvolveram, mas os custos são tão altos que ninguém se vai juntar a eles nessas condições.”

“Eu gostaria de propor uma maneira diferente de alcançar a eficiência, ou seja, redução de peso mínimo. Se quiserem reduzir as emissões e o consumo de combustível, existem maneiras de fazê-lo sem o uso de sistemas híbridos.”

“A FIA, o ACO e os fabricantes precisam discutir o assunto. Eles terão de estabelecer as bases para os regulamentos que permitem que outras marcas sejam capazes de ganhar com um orçamento menor.”

“Lembrem-se, em 2008, nos Estados Unidos, a equipe Penske correu com um carro de 780 kg LMP2, o Porsche RS Spyder. Hoje temos de pensar em fazer algo similar.”

Bruno Famin destacou também a necessidade de reduzir os custo de uma época no WEC: “Não só devemos trabalhar para reduzir o custo de projetar o carro, devemos também trabalhar para reduzir os custos de uma temporada que tem como base as 24 Horas de Le Mans. É um evento fantástico, sem dúvida, mas só dura uma semana, enquanto o resto do campeonato fornece um retorno que é bom, mas não excepcional.”

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