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A Haas F1 Team termina a sua época de estreia na Fórmula 1 em Abu Dhabi, no circuito de Yas Marina. Na antevisão da derradeira prova da temporada, os pilotos da equipa – Romain Grosjean e Estebán Gutiérrez – explicam como é que é a volta ao traçado árabe.

Grosjean começa afirmando que “da recta da meta vamos para a primeira curva – que surge muito depressa – uma esquerda de noventa graus, normalmente, realizada em quarta velocidade. As curvas dois e três são feitas a fundo. Vamos a descer e travamos para a curva seis – uma travagem muito complicada para a seis logo seguida da sete. Temos que estar bem posicionados para o gancho no final da recta traseira. É uma curva complicada”.

Depois, continua Grosjean, “temos nova longa recta, travagem para a chicane, e mais uma vez, temos que estar bem posicionados para a esquerda e a direita que se segue. Temos então outra recta que nos leva até às curvas 11, 12 e 13. É uma chicane tripla e, assim que saímos, vamos de prego a fundo para a Curva 14, que é uma esquerda de noventa graus. Mais uma vez, vamos a fundo para as curvas 16 e 17, duas direitas feitas a fundo”.

Logo depois desta curva, o francês diz que “temos que travar para a Curva 18. As curvas 19 e 20 são feitas por baixo do hotel, com uma saída complicada da Curva 20. A penúltima curva é engraçada. É de alta velocidade, realizada em quarta ou quinta velocidade. Depois temos a última curva, que é muito complicada. É muito larga na entrada, com a entrada para as boxes do lado direito. Não é fácil encontrar a melhor trajectória. Depois, aceleramos o mais cedo possível para terminar a volta”.

Da perspectiva de Esteban Gutiérrez, a volta a Yas Marina é assim: “Chegamos à Curva 1, de noventa graus, uma boa forma de iniciar a volta. Aproximamo-nos a alta velocidade das curvas dois, três e quatro, que são quase a fundo. Quando chegamos à Curva 5 entramos com muita velocidade, travamos bastante, mas ao mesmo tempo, optimizamos a trajectória para a Curva 6 e preparamos tudo para o gancho, a Curva 7, que tem uma das saídas mais importantes de todas”.

A volta prossegue “numa das rectas mais longas da pista, para irmos até à Curva 8, uma travagem muito forte, é importante ser muito consistente entre as curvas oito e nove e manter um bom equilíbrio. Tentamos sempre ter uma boa tracção na saída da Curva 9, o que nem sempre é fácil. Vamos para a Curva 10, que nos leva à 11, a chicane, que é uma curva muito interessante. Queremos alcançar o apex correcto na Curva 11, dado que é importante para as curvas que se seguem, a 12 e a 13”.

Segue-se a 14ª curva, que o mexicano considera “muito desafiante, dado ter um banking invertido, o que faz com que o carro escorregue um pouco. Vamos a fundo para as curvas 15 e 16 e temos que travar com muitas forças laterais, o que torna muito importante a afinação da travagem. A Curva 17 é de noventa graus e as curvas 18 e 19 são um pouco semelhantes à 14, com banking invertido, portanto, é difícil encontrar a aderência correcta”.

Antes do final da volta, diz Gutiérrez, “temos uma curva de alta velocidade, a 20, onde é muito importante ter um bom ritmo. Chegamos à Curva 21 com os pneus completamente sobreaquecidos e a tentar ter aderência na saída a caminho da linha de meta”.

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