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Em caso de vitória em Interlagos, Nico Rosberg assegurará o seu primeiro título na Fórmula 1. O clima é sempre uma das grandes incógnitas para a corrida brasileira, mas faça chuva ou faça sol, Rosberg insiste que não vai mudar a sua abordagem ao Grande Prémio.

P: Nico, é a primeira vez na tua carreira na Fórmula 1 que tu partes para uma corrida em que dependes apenas de ti para ganhar o campeonato. Isso muda alguma coisa ou é uma corrida como outra qualquer?

Nico Rosberg: Do meu ponto de vista é uma corrida como outra qualquer. Ou para ser mais preciso, qualquer outra onde acho que posso vencer. Mas por outro lado é, de certa forma, inacreditável estar aqui e saber que estou a lutar pelo título. Isso é muito porreiro!

P: Já perdeste muito tempo a planear para os festejos para Domingo?

NR: Não pensei sequer uma vez nisso. Se eu não perco tempo a pensar sobre o título, como é que iria pensar em festas? Qualquer pensamento sobre isso é irrelevante.

P: Faltam apenas duas corridas, por isso está na altura de refletir nas corridas que já ficaram para trás. Qual é para ti o melhor momento?

NR: Algo que me vem imediatamente à cabeça é Singapura. Todo o fim de semana foi incrível. A qualificação, a corrida – e aguentar a pressão do Red Bull que tinha mudado de estratégia enquanto que eu estava com pneus quase desfeitos.

P: Algumas previsões apontam para uma corrida à chuva e outras nem por isso. Qual irias preferir?

NR: Não me faz diferença, No passado senti-me confortável nesta pista à chuva – acho que foi em 2013 que tivemos uma corrida molhada aqui.

P: És supersticioso? Relativamente às coisas poderem correr mal para ti?

NR: Sou um pouco supersticioso, mas não deixo que isso interfira com as corridas.

P: Em 2014 a situação era semelhante à de agora. Como é o ambiente agora comparado com o de há dois anos?

NR: É muito mais relaxado. Também para mim. Já passei por isto, por isso sei como é e o que fazer para que seja mais fácil manter a concentração.

P: O quão importante são as tuas rotinas pessoais em fins de semana como este? A tua preparação, o teu horário, as pessoas com quem falas – todas estas coisas confortantes que podem fazer a diferença…

NR: Em fins de semana como este é importante permanecer na tua própria zona de conforto – que tudo esteja estruturado da forma que tu gostas – e ter tempo para estar sozinho. Isso é um aspeto importante – não ser arrastado para uma espiral negativa dos incidentes de fora. O importante é ser capaz de deitar fora tudo o que interferir com a tua concentração. Se não aprenderes isso a tempo não vais chegar à Fórmula 1.

P: As estatísticas significam alguma coisa para ti? Como aquela do Lewis Hamilton nunca ter vencido o Grande Prémio do Brasil?

NR: Isso não faz nenhuma diferença. Pertence tudo ao passado e a corrida é no futuro. Eu tenho um bom feeling e gosto desta pista – e isso é mais importante do que qualquer estatística. Mas é possível que quando eu tenho um bom feeling ele tenha talvez algumas preocupações.

P: Quando estiveres em pista no Domingo vais prestar atenção redobrada a todos os sons que o carro fizer?

NR: Não, porque isso não ia ajudar já que não tenho qualquer chance de influenciar as coisas. Tenho uma grande confiança na equipa. E isso dá-me confiança.

P: Nas últimas corridas a Mercedes tem sido pressionada pela Red Bull. É certo que a Mercedes vai ocupar a primeira linha da grelha de partida?

NR: Como iria eu saber? Tenho cara de um leitor de bolas de cristal? Tudo o que sei é que temos carro fantástico e uma equipa muito forte – não preciso de saber mais nada. E esta confiança vai para além desta época: Acredito que também vamos ser fortes em 2017.


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