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A Volkswagen deve mesmo abandonar o Mundial de Ralis (WRC) no final desta temporada. É uma informação a ser veiculada com segurança pela imprensa estrangeira, mas o construtor de Wolfsburgo ainda não comentou oficialmente uma decisão semelhante à da Audi no Mundial de Resistência (WEC).

De acordo com a publicação britânica Autosport, a direcção da Volkswagen decidiu sobre o futuro no WRC esta manhã, numa reunião na sede em Wolfsburgo. A equipa não vai, por isso, ter uma época para usar o seu novo Polo R WRC desenvolvido para se enquadrar nas novas regras de 2017.

O futuro da Volkswagen no WRC tem sido colocado em causa nos últimos meses, depois do escândalo de emissões poluentes que afectou significativamente o Grupo. Contudo, ainda no início deste ano, a nova direcção tinha “reconfirmado” a permanência no campeonato até 2019, já anunciada pela anterior liderança.

A confirmarem-se as notícias – de acordo com o site Autocar o comunicado oficial deve surgir quarta-feira – o Rali da Austrália, no fim de Novembro, vai ser o último dos alemães no WRC, depois do domínio das últimas quatro temporadas com Sébastien Ogier ao volante.

Com a saída da Volkswagen, em 2017 o WRC vai ser disputado por quatro construtores – Citroën e Toyota regressam e juntam-se a Hyundai e M-Sport (com os Ford). Já Ogier, Jari-Matti Latvala e Andreas Mikkelsen são três pilotos apetecíveis no mercado. Quanto a vagas, a Toyota tem dois lugares por preencher, enquanto a M-Sport deverá manter Eric Camilli e Ott Tänak, ficando também com dois carros por atribuir.

De referir também que, com a saída do WRC, a Volkswagen fica sem equipas oficiais no automobilismo – recorde-se que em 2011 abandonou o Dakar. Quanto ao Grupo, fica com a Audi no Mundial de Ralicross e na Fórmula E, ao passo que a Porsche compete no WEC.

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