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O pedido da Mercedes a Lewis Hamilton, líder da corrida, para aumentar o seu ritmo nas voltas finais do Grande Prémio de Abu Dhabi foi simplesmente para garantir a vitória da equipa, ao invés de uma tentativa de impedir a luta entre os seus pilotos. Quem o diz é Toto Wolff, chefe da Mercedes-Benz Motorsport.

Hamilton ignorou esses apelos da equipa enquanto tentava atrasar Nico Rosberg, na esperança de que Vettel e Verstappen ultrapassassem o alemão e lhe negassem assim o campeonato.

“Houve dois momentos da corrida em que corremos o risco de perder a vitória”, disse Wolff, quando questionado sobre as instruções da equipa. “Primeiro, não era claro se o Verstappen estava numa estratégia de apenas uma paragem, e ele estava numa boa posição; e depois o Sebastian Vettel estava a rodar dois segundos mais rápido do que nós.

“Queremos vencer, é esse o nosso princípio número um nos últimos três anos – e acreditem que não importa se é a primeira ou a última corrida. Podem-me questionar se o princípio executado ontem foi o correto, mas nesses dois momentos tivemos que pedir ao Lewis para aumentar o ritmo, porque naquela fase parecia que o Vettel ia ganhar a corrida.

Wolff recusou-se a referir se Hamilton terá de enfrentar as consequências por desobedecer às instruções da Mercedes, e admitiu entender a razão pela qual o britânico optou por fazer as coisas à sua maneira.

“Uma metade de mim diz-me: com 1500 pessoas na equipa e 300,000 na Daimler há valores que tens de respeitar, e não podes colocar em causa estas organizações incríveis. A anarquia não funciona em qualquer equipa ou empresa.

“A outra metade diz-me: olha, era a única chance de ele ganhar o campeonato! Talvez não se possa exigir àquele que é provavelmente o melhor piloto para cumprir uma situação em que os seus instintos não podem fazê-lo cumprir. Agora cabe a nós encontrar uma solução no futuro.”

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